quarta-feira, 26 de março de 2014

Helena Rizzo é a melhor chef do mundo pelo Prêmio Veuve Clicquot

Conteúdo extraído de Revista exame (link http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/helena-rizzo-e-a-melhor-chef-do-mundo)

Helena Rizzo, do Maní, foi eleita a melhor chef mulher de 2014. O prêmio Veuve Clicquot é uma categoria especial do World’s 50 Best, da revista britânica Restaurant, que todo ano elege os 50 melhores restaurantes do mundo. A lista completa de vencedores será anunciada em Londres, no dia 28 de abril. 


Premiadíssimo no Brasil (o Maní é a casa com mais vitórias no Prêmio Paladar, entre outros títulos), o restaurante que Helena Rizzo comanda ao lado do marido, o chef espanhol Daniel Redondo, entrou para a lista dos 50 melhores do mundo em abril do ano passado, na 46ª posição. Em setembro, foi eleito o 5º melhor da América Latina. As apostas agora são de que o Maní deve subir algumas posições no ranking.
"Eu não sou a melhor cozinheira do mundo, é obvio, mas esse prêmio é um reconhecimento do trabalho que a gente faz", disse a chef. "O prêmio não é meu, sem falsa modéstia, é de toda a equipe do Maní - e muito do Dani." A homenagem ao marido não é por acaso, Helena e Daniel criam pratos, testam ingredientes, fazem de tudo juntos no Maní - só não ficam ao mesmo tempo na cozinha, o que faziam apenas no início. O restaurante nasceu de um sonho do casal, que se conheceu no El Celler de Can Roca, em Girona, na Espanha - atualmente, o número 1 do ranking 50 Best.
A gaúcha havia trocado a carreira de modelo pela de cozinheira e tinha passado por restaurantes na Europa. Estagiou em diversas cozinhas na Itália e na França e acabou parando na casa dos irmãos Roca, onde Daniel trabalhava havia 15 anos. Voltou ao Brasil casada com ele e com planos de abrir o restaurante. O casal inaugurou o Maní em 2006, com a atriz Fernanda Lima entre os sócios.
Aos 36 anos, a gaúcha Helena Rizzo está em grande forma. Sua cozinha é criativa, técnica e reflete uma capacidade ímpar de combinar sabor, frescor e beleza. O menu do Maní é composto de pratos leves, surpreendentes, que podem ser pedidos à la carte ou em forma de degustação (o menu de oito tempos custa R$ 340 por pessoa sem vinhos e R$ 480 com harmonização de vinhos).
"A habilidade de conciliar tradição e técnicas contemporâneas é parte talento e parte experiência", destaca o texto que anuncia a vitória da brasileira. Helena venceu a quarta edição do prêmio - e é a única eleita até agora, que não tem a cozinha classificada com a cotação máxima de três-estrelas do célebre guia francês Michelin. (O guia não é editado no Brasil).
Este prêmio foi criado em 2011, uma categoria especial, e já consagrou a francesa Anne-Sophie-Pic (restaurante Pic), a italiana Nadia Santini (Dal Pescatore) e a espanhola Elena Arzak (Arzak). "Embora no Brasil não exista esse negócio de discriminação da mulher na cozinha - pelo menos no meu tempo, nunca senti - acho que esse prêmio é bom porque valoriza a cozinha brasileira, a gastronomia nacional", disse a chef.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Aula Inaugural Curso de Gastronomia

Aconteceu no último dia 11 de março a aula inaugural do Curso de Gastronomia. O Chef convidado foi Vitor Gomes, do Restaurante Ponto G de Florianópolis, considerado o melhor chef e o melhor restaurante do estado por 4 vezes consecutivas pela Veja SC. Na sua fala, abordou a importância da utilização de produtos regionais na gastronomia, explicou como é o trabalho de um chef de cozinha e de proprietário de restaurante e elaborou alguns pratos servidos em seu estabelecimento, entre eles: Ostras frescas à la minute com Supremo de Limão; Lambe lambe de mariscos, pirulito de camarão com cappuccino de alho poró e azeite trufado, pavê de garoupa grelhado e seleção de doces brasileiros. Os alunos participantes puderam provar os pratos e tirar várias dúvidas em relação a profissão e também sobre as receitas demonstradas. 
Foi um momento de enriquecimento e de contato com o mercado de trabalho, importantíssimo para os alunos que chegam a um curso de Gastronomia ainda com dúvidas em relação a sua atuação no mercado, afirmou prof. Elaine Scalabrini.

Confira imagens da aula:
Chef Vitor Gomes em demonstração de preparo de pratos.

Chef Vitor Gomes em demonstração de preparo de pratos.

Pirulito de camarão levemente escalfado, cappucino de alho poró e Azeite Trufado.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Seis alimentos com gordura trans que não deveriam estar na despensa

Glacê usado em donuts resiste a temperaturas maiores, mas tem gordura trans. (Foto: BBC)Glacê usado em donuts resiste a temperaturas maiores, mas tem gordura trans. (Foto: BBC)
O anúncio feito pela Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) de que as gorduras trans não são consideradas seguras para o consumo abriu caminho para as autoridades proporem a proibição do uso deste tipo de substância nos alimentos produzidos no país.
A gordura trans é bastante usada em alimentos processados para aumentar a vida útil dos produtos. No entanto, nutricionistas dizem que esse tipo de lipídio é prejudicial à saúde, aumentando o risco de doenças cardíacas.
A batalha para conscientizar as pessoas sobre a gordura trans começou há mais de uma década nos Estados Unidos. Desde 1999, foi proposto que os fabricantes de alimentos indicassem na embalagem o conteúdo de gordura trans. Mas a medida só entrou em vigor mesmo em 2006.
Segundo a Associação de Produtores de Alimentos (GMA, na sigla em inglês), desde 2005 houve uma redução de mais de 73% na quantidade de gordura trans colocada em alimentos. O consumo desse tipo de gordura caiu entre os americanos - de 4,6 gramas por dia em 2003 para 1 grama em 2012.
Agora, caso os planos da FDA avancem, a indústria alimentícia americana precisará readaptar processos de fabricação - o que pode implicar um aumento de custos. Confira abaixo a lista dos alimentos que precisarão passar por mudanças no seu processo de fabricação:
1. Biscoitos salgados, doces e outros alimentos assados
Esses produtos geralmente contêm gorduras trans em estado sólido, para deixá-los menos oleosos. 'As gorduras 'boas' já desempenham esse mesmo papel. Só que são mais caras para a indústria dos alimentos. Mas elas trazem menos riscos para a saúde e são mais saudáveis', diz o químico de alimentos Fidel Belmares.
2. Pipoca de micro-ondas
As gorduras trans sólidas são usadas nas pipocas de micro-ondas para conservar o produto por mais tempo. A alternativa, segundo especialistas, seria usar azeite líquido no lugar. 'Ela é mais líquida, mas menos manipulada e mais natural. O azeite de oliva não possui gordura trans', diz o médico Jorge Loredo.
3. Pizzas e salgados congelados
Alguns produtos congelados - pizzas, risolis, coxinhas - contêm gorduras trans para prolongar sua duração. Os especialistas sugerem que as pessoas comprem produtos frescos e os congelem em casa.
Alguns produtos congelados sem gordura trans já são vendidos no mercado hoje. 'Há empresas que vendem batatas fritas ou outros tipos de lanches congelados e anunciam na sua embalagem que nenhum tipo de trans foi usado na fabricação do alimento', diz Loredo.
4. Manteiga vegetal e margarina em barra
Loredo sugere que se use manteiga em vez de margarina, porque a origem animal do produto é mais bem assimilada pelo metabolismo do corpo. Melhor ainda seria, segundo ele, o uso de gorduras líquidas - como azeite de oliva - em vez de gorduras sólidas - como manteiga ou margarina.
5. Creme para café
Também existem versões deste produto sem gordura trans. Ainda assim, há substitutos que são ainda mais saudáveis, como leite natural ou leite de soja.
6. Glacê pronto para uso
Os glacês prontos para uso em doces faz com que as guloseimas fiquem mais sólidas e estáveis por mais tempo em temperatura ambiente.
Apesar de inúmeros esforços da indústria alimentícia na busca por substitutos, os especialistas asseguram que é melhor fazer o glacê desde o começo - utilizando açúcar, manteiga, leite e baunilha natural.