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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mitos e verdades de uma dieta saudável

 
A preocupação por uma alimentação saudável sempre rendeu estudos e pesquisas que comprovassem os benefícios e malefícios dos alimentos. Nessa busca, muitos mitos foram se criando sobre o que poderia fazer parte ou não da alimentação balanceada. Assim, buscando entender melhor estes mecanismos e encontrar evidências científicas mais concretas, a ciência não apenas desmistificou alguns destes conceitos, mas também encontrou possíveis benefícios à saúde provenientes do consumo adequado de certos alimentos. E é por isso que alguns mitos relacionados ao ovo, a cerveja, ao chocolate e ao café precisam ser revistos.
Tradicionalmente excluído de qualquer dieta considerada mais saudável, o ovo foi visto durante muito tempo como alimento prejudicial à saúde, em particular do coração, pois acreditavam que era responsável por elevar os níveis de colesterol. No entanto, recente análise publicada este ano no British Medical Journal concluiu que, apesar do ovo conter colesterol em sua composição (em média 178mg por unidade), o colesterol proveniente através da alimentação pouco interfere em sua concentração no sangue. Além disto, vale destacar que trata-se de um alimento interessante sob o ponto de vista nutricional, fonte de vitaminas e minerais, com destaque para A, D e do complexo B. A clara é fonte de albumina, uma proteína de alto valor biológico e a gema contém antioxidantes relacionados à saúde dos olhos e dos neurônios.
Paixão do brasileiro, a cerveja também tem ganhado espaço dentre os alimentos com potenciais benefícios à saúde, pois é uma das bebidas com menor concentração de álcool.  Outro fato que recentemente chamou atenção foi o benefício das propriedades antioxidantes presentes, principalmente, no lúpulo – ingrediente da bebida. Estudos ainda mostram que o consumo moderado (1 dose para mulheres e 2 para homens), quando associado a um estilo de vida saudável, apresenta impactos positivos na prevenção de doenças cardiovasculares.Além disso, pesquisadores de Harvard verificaram aumento positivo dos valores do colesterol bom (HDL) nas pessoas que consumiram  cerveja.
O chocolate, que popularmente sempre esteve relacionado a hábitos alimentares não saudáveis, também tem mostrado seu potencial benéfico em um estilo de vida equilibrado. Atualmente, com a investigação científica mais avançada, sabe-se que o chocolate é um alimento com características antioxidantes importantes, que pode ser atribuído em sua maior parte pela presença de compostos fenólicos. Pesquisas recentes mostraram um efeito benéfico do chocolate no envelhecimento, estresse oxidativo, regulação da pressão arterial e aterosclerose, além de parecer desempenhar papel na inflamação.
E para fechar com o cafezinho, o companheiro de todos os dias já passou por muitas críticas por aí. Os motivos iam desde problemas gastrointestinais, prejuízos na absorção de nutrientes importantes como cálcio, ferro e vitamina C, até dores de cabeça e arritmias. No entanto, pesquisadores desvendaram que a grande quantidade de antioxidantes presentes em sua composição auxilia no combate aos radicais livres e consequentemente beneficia a saúde dos seus consumidores, inclusive reduzindo os riscos para diversas doenças crônicas não transmissíveis, como as do coração. Além disto, pesquisas já apontaram para um efeito positivo do seu consumo em respostas neurológicas, ou seja, estimulando foco e atenção.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mitos e verdades


 1. Suco de beterraba acaba com anemia?
Não. Uma xícara de beterraba ralada possui, pasme, apenas 0,8 miligrama de ferro. “A criança anêmica tem que consumir todo santo dia 5 miligramas do mineral para cada quilo de peso, durante três meses”, explica o pediatra Ary Lopes Cardoso, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Já um bife pequeno de fígado tem, em média, 8,5 miligramas desse nutriente.
     2. Posso colocar todos os dias um bolinho desses comprados prontos na lancheira do meu filho?
Se for sem recheio nem cobertura, vá em frente. “Eles são ótimas fontes de carboidratos”, afirma a nutricionista Priscila Maximino, da Nutrociência, em São Paulo. Mas, se pertencer à categoria dos recheados, a coisa muda de figura. Para obter a consistência cremosa, os recheios são produzidos com gordura hidrogenada, verdadeiro veneno. Em altas quantidades, leva à obesidade e ao aumento do colesterol (sim, criança também pode acumular essa substância nas artérias). Para variar, experimente substituir os bolos por bolachas salgadas ou um sanduíche.
     3. Crianças de qualquer idade podem comer frutos do mar?
“De jeito nenhum. Por uma questão de segurança, espere que complete 2 anos”, orienta Priscila Maximino. Os principais riscos são a intoxicação alimentar e as alergias. É bem verdade que cozinhar ou assar esse tipo de alimento diminui o perigo, mas, como seguro morreu de velho, é melhor evitar.
     4. Café faz mal para os baixinhos?
A bebida não é das mais indicadas, porque a cafeína pode deixar a criança agitada. “Porém, uma xícara pequena de café puro por dia não faz mal a ninguém”, afirma Ary Lopes, para alívio das mães que não abrem mão do pretinho misturado com o leite. Se você já ouviu dizer que ele prejudica a absorção de cálcio, saiba que não há razão para se preocupar. “A quantidade de cafeína presente em um copo de café com leite é tão pequena que não interfere na retenção do mineral pelo organismo”, esclarece o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, da Universidade São Marcos, em São Paulo.
     5. O leite de soja pode substituir o de vaca?
“Sim, se o problema for intolerância à lactose”, explica Renata Cocco, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Se não, o de vaca é melhor, porque tem mais cálcio.” É bom saber, ainda, que um grupo de proteínas do leite de vaca, as caseínas, pode provocar reações como urticária. Por isso, em caso de dúvida, consulte o pediatra. Só ele pode pode recomendar o tipo de leite mais adequado para a sua criança.
     6. Meu filho adora peixe cru. Tudo bem?
Acima de 2 anos, tudo bem. “Para não arriscar, só vá a restaurantes impecáveis no que se refere à higiene”, recomenda Ary Lopes. Caso a preferência recaia sobre o salmão — que andou na berlinda como agente da difilobotríase (doença que provoca dor abdominal, náuseas e vômitos) —, cheque se foi previamente congelado a 21 graus e se o estabelecimento tem o certificado sanitário, que garante a procedência e a qualidade do pescado.
     7. Alimentos com corantes causam alergia?
A resposta é não para a grande maioria dos baixinhos. Além dos corantes, os espessantes e os conservantes, encontrados nos produtos industrializados, também são mal-afamados. “Mas testes comprovam que apenas 5% dessas substâncias estão relacionadas a crises alérgicas”, revela a pediatra Renata Cocco. “Já os alérgicos ao ácido acetilsalicílico, componente da aspirina, precisam tomar cuidado, porque tendem a apresentar reações aditivos alimentares.”
     8. A carne vermelha é essencial para a criança crescer saudável?
“Sim, ela é uma importante fonte de proteínas, gordura, ferro e zinco”, confirma a médica Roseli Sarni, presidente do departamento científico de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Contra anemia, ela é imbatível. Está lotada do chamado ferro-heme, ou ferro orgânico, que é muito mais bem aproveitado pelo corpo do que o mineral presente nos vegetais. Segundo a especialista, a anemia afeta mais de 40% das crianças em idade pré-escolar no Brasil. Por isso a carne vermelha deve ser consumida ao menos três vezes por semana, de preferência acompanhado de uma fonte de vitamina C, como a laranja, para aumentar a absorção do ferro. O frango e o peixe são bons substitutos, mas, fique sabendo, não contêm a mesma concentração do tal ferro-heme.
     9. Refrigerante diet e guloseimas adoçadas artificialmente devem ser evitados?
“Não há nenhum componente nesses produtos que seja comprovadamente nocivo à saúde”, afirma a pediatra Renata Cocco. Nenhum estudo concluiu, por exemplo, que aspartame faça mal ao organismo dos pequenos.“Mas, por serem artificiais, recomendamos que esses alimentos sejam consumidos só quando realmente há necessidade”, explica a pediatra.
     10. Gemada é capaz de dar pique?
Ela foi a queridinha das mães zelosas até alguns anos atrás. Não é mais, até porque nem mesmo os especialistas a recomendam. “O ovo cru pode estar contaminado com salmonela”, adverte a nutricionista infantil Suzy Graff, de São Paulo. “A bactéria pode provocar diarréia, vômito ou até levar à morte.” Infelizmente, ovos de diversas marcas podem estar contaminados por causa de higiene e refrigeração deficientes. Como é quase impossível saber quais têm condições de consumo, o mais seguro é fritá-los ou, melhor ainda, cozinhá-los.
     11. É verdade que alimentos crus e duros ajudam a desenvolver a musculatura da boca?
“Sim, eles estimulam a mastigação, fortalecendo os músculos e facilitando a fala”, diz Renata Cocco. Quando introduzir a sopa na dieta do bebê, em vez de bater os ingredientes no liquidificador, experimente passá-los na peneira. Depois que seu filho estiver mais crescido, amasse os alimentos com um garfo para que possam ser mastigados. E, assim que alguns dentes tiverem nascido, ofereça alimentos crus, como a cenoura e a maçã, em pequenos pedaços — esta última dica, aliás, vale para todo o resto da infância e a adolescência.
     12. Leite fermentado ajuda a combater a diarréia?
“Sim, os lactobacilos presentes no leite fermentado competem com as bactérias nocivas no organismo, modificando e colonizando a flora intestinal com germes benéficos”, informa o nutrólogo Mauro Fisberg, de São Paulo. Assim, o consumo desse tipo de bebida pode abreviar a duração da diarréia. Se o problema persistir, procure o pediatra.
     13. Jantar muito tarde provoca sono agitado?
A chance de isso acontecer é grande, principalmente se a refeição for rica em gordura, que leva mais tempo para ser digerida, e a criança for para a cama logo depois de comer. Durante o sono, o organismo funciona mais lentamente e isso inclui a digestão. O estômago, então, fica mais pesado e chega a incomodar. “Já uma refeição com baixo teor de gordura leva pelo menos duas horas para ser digerida”, afirma Ary Lopes Cardoso. “Após esse período a criança pode se deitar tranqüilamente”, completa o médico.
     14. O que a mãe deve observar no rótulo – o índice de gordura ou o de sódio?
Os dois. Não há uma dosagem máxima recomendada por produto — e, se houvesse, ela seria diferente conforme a idade. Mesmo assim é bom ficar de olho nesses ingredientes. A gordura, lembre-se sempre, não pode fornecer mais do que 30% das calorias diárias consumidas pela criança. Não precisa ficar fazendo conta a toda hora: basta usar o bom senso e, se oferecer algo com teor de gordura nas alturas ao seu filho, cuidar para que o restante do cardápio daquele dia seja mais leve. Para o sódio, vale o mesmo raciocínio, lembrando que até 12% da meninada entre 6 e 18 anos é hipertensa — e aí o excesso de sal, já sabe… Vale conversar com o pediatra sobre o assunto, afastar essa hipótese e pedir uma orientação sobre o consumo diário de sal adequado para o seu filho.
     15. É melhor comer frutas com ou sem casca?
“O mais indicado é consumi-las com casca, quando possível, porque ela é uma ótima fonte de fibras”, garante Fábio Ancona Lopes, especialista em nutrição infantil da Unifesp. Mas enfatiza: as frutas devem ser muito bem lavadas em água corrente e com a ajuda de uma escovinha, para que fiquem livres de resíduos de agrotóxicos, substâncias extremamente prejudiciais.
     16. Os macarrões instantâneos são liberados?
“A massa em si não faz mal nenhum, pois é uma excelente fonte de carboidratos”, afirma a médica Roseli Sarni. O problema está no condimento que dá sabor e faz com que o prato seja um dos preferidos da garotada. “Além de ser um tempero artificial, ele contém grande quantidade de sódio, que leva ao aumento da pressão e à retenção de água.” Em outras palavras, poder pode, mas só de vez em quando.
     17. Vale a pena incluir aqueles pós multivitaminados na alimentação dos meus filhos?
“Esses pós devem ser ingeridos como complementos da alimentação só se a criança apresentar déficit de nutrientes ou estiver abaixo do peso.”, diz Mauro Fisberg. Eles são indicados principalmente quando é necessário aumentar o aporte de calorias, vitaminas ou sais minerais no organismo. O ideal é que esse tipo de suplemento seja utilizado sob a orientação de um nutricionista, já que é muito calórico.
     18. As informações estampadas nas embalagens se referem às necessidades nutricionais de crianças ou de adultos?
“Em geral elas se referem às necessidades dos adultos, exceto quando os produtos são dirigidos ao público infantil”, esclarece Fábio Ancona Lopes. “O importante é saber que cada idade requer tipos e quantidades específicos de nutrientes”, completa. E as recomendações mais indicadas para cada faixa só o especialista pode fazer. Moral da história: vale olhar o rótulo? Até vale, mas apenas para ter uma leve referência quando o consumidor é uma criança.
     19. Sopas prontas substituem uma refeição?
“De jeito nenhum. A quantidade de fibras e nutrientes presente nesses produtos é muito pequena”, diz categoricamente a nutricionista Priscila Maximino. Sem falar no alto teor de sódio. Se numa hora de aperto você precisar recorrer à praticidade desse tipo de refeição, trate de complementá-la com uma porção de carne, outra de legumes e uma fruta. Lembre-se: nada como a velha e boa sopa caseira, preparada com ingredientes fresquinhos.
     20. Quantas vezes por semana doces e refrigerantes podem entrar no cardápio?
Depende. “Se a criança estiver acima do peso, ofereça duas porções de desses itens por semana”, recomenda a nutricionista Priscila Maximino. Mas, se ela não vive em pé de guerra com a balança, três porções semanais estão de bom tamanho. “Esses alimentos devem ser oferecidos com muito mais parcimônia em caso de colesterol ou triglicérides altos ou mesmo hipertensão”, completa.


Tem algum outro mito/verdade que você conhece??/ Mande para nós! gastronomiauniville@gmail.com

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Azeite, mitos e verdades

Todos nós temos algumas dúvidas sobre como utilizar o azeite, ou o que não podemos fazer, certo?
Seguem alguns mitos e verdades sobre a utilização dessa iguaria.







-Azeite é melhor do que óleo de soja para frituras?
MITO


-Azeite perde as propriedades ao ser aquecido e se terna gordura ruim?
VERDADE


-Azeite é saudável?
VERDADE


-Azeite ajuda a emagrecer?
MITO


-Azeite ajuda a combater o colesterol?
VERDADE


-Posso comer azeite a vontade? 
MITO


-Azeite composto traz mesmos benefícios do comum?
MITO


-Consumir azeite estimula o cérebro?
VERDADE


-Azeite de dendê é tão benéfico quanto o azeite de oliva?
MITO


-Quanto mais azeite, melhor?
MITO


-Azeite extravirgem é melhor?
VERDADE


-Azeite é melhor do que óleo de soja?
VERDADE


-Azeite ajuda no combate à gordura visceral?
VERDADE


Fontes:
http://culinaria.terra.com.br/receitas/dicas-de-cozinha/azeite-nao-e-bom-para-frituras-veja-10-mitos-e-verdades,150820cfc9d37310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html
http://www.ene10.com/2011/4/24/dd-5044.htm