terça-feira, 18 de junho de 2013

Batatas para dar e vender

Caso antigo. Os descobridores do Novo Mundo levaram as batatas dos Andes para a Europa, de onde se espalharam pelo planeta. Encantados, os portugueses fizeram do tubérculo a principal companhia do bacalhau. A dupla convive bem há séculos e ganha notoriedade especial todo ano na Semana Santa.
Para que o casal bacalhau e batata chegue à sua mesa em harmonia, pedimos ajuda ao professor Francisco Rebêlo, coordenador do Centro de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, e ao chef português Vítor Sobral, do restaurante Tasca da Esquina, em Lisboa com filial em São Paulo.
Sobral é um especialista no assunto e autor de As Minhas Receitas de Bacalhau, que acaba de sair pelo Senac. Ele preparou (e deu preciosas dicas sobre) cinco tipos de batatas: assada, cozida, palha, ao murro e purê, para acompanhar diferentes receitas de bacalhau.
   
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Vá comprar batatas. Capriche na escolha: elas devem estar com a casca uniforme, sem marcas de amassado, lisas e sem brotos. Apesar de ser encontrada o ano inteiro, a batata prefere o frio. O auge da safra é no inverno, quando ela fica mais gostosa – e mais barata.
Guarde as batatas em lugar seco e arejado. Frescas, duram pelo menos uma semana. Depois disso, começam a murchar e ficam ruins. Calor e umidade aceleram o processo de deterioração. Quando uma batata estragar, jogue logo fora, para que ela não estrague as outras.
Vá assar batatas. Para saber se está cozida ou assada espete um garfo: se entrar e sair com facilidade está pronta. Não use faca, ela pode fazer parecer que está no ponto antes da hora.
O QUARTETO
Dos milhares de variedades de batata, cerca de 200 são domesticadas. Em São Paulo, estas quatro são as mais comuns.
Batata Ágata
Boa para cozinhar e assar. Ruim para fritar, pois é aguada e tem pouco amido. É a batata mais comum no Brasil. Passou a ser cultivada em 2000 e hoje corresponde a 80% da produção nacional.
Batata Asterix
Boa para fazer batata frita ou cozida, ela é a mais fácil de reconhecer: tem a casca avermelhada, destacando-se entre as variedades amarelas.
Batata Bolinha 
Boa para fazer conservas, para assar inteira com sal e alecrim ou fazer ao murro. É uma versão menor de Asterix ou de Ágata, mais fácil de ser encontrada.
Batata Caesar
Boa para assar, cozinhar e fritar (embora não seja ideal para fritura). Por ter boa quantidade de matéria seca é considerada uma batata multiuso. Vem da Holanda.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Shampoo e condicionador de cerveja

Já pensou em lavar o seu cabelo com cerveja? Pois é, a Duffy’s Brew acredita que é possível, desenvolvendo xampus e condicionadores à base de cerveja. Com ingredientes de alta qualidade, eles garantem que seus produtos fazem muito bem com os cuidados pessoais. Alguém encara?

Tradicional Caipirinha

Quem não sabe preparar uma boa e velha caipirinha? Com certeza em algum momento de sua vida você já se aventurou nesta missão. O segredo para ter uma boa bebida está na sua técnica de preparo. Aqui vão seis dicas que farão a diferença!
1 – No copo ou na coqueteleira
A técnica de preparo no copo é o método reconhecido pela Associação Brasileira de Bartenders (fundada em 1970). O drink permanece mais autêntico quanto ao seu sabor e apresentação. Quando batemos o limão na coqueteleira, por exemplo, este contato com o metal libera o amargo da fruta presente na sua casca.
2 – Ingredientes
São quatro ingredientes básicos: limão, açúcar, cachaça (ou vodka) e gelo. É importantíssimo que o limão esteja fresco, de preferência comprado no mesmo dia do preparo. A vodka não precisa ser premium, apenas de boa qualidade. Seguem algumas sugestões de marcas de bebidas:
Opções de vodka: Smirnoff, Orloff, Sky ou Absolut
Opções de cachaça: Seleta, Saliboa ou Espírito de Minas
3 – Teor alcoólico
Os primeiros drinks para os amigos são sempre preparados com um teor alcoólico mais baixo. Ao longo do evento, deixo cada bebida um pouco mais forte para o paladar ir se acostumando, até atingir o ideal. Claro que isso só funciona quando o amigo ou cliente irá repetir aquela mesma bebida.
4 – Tipos de frutas
Dependendo da fruta, mais doce ou mais azeda, podemos usar mais ou menos açúcar. Por exemplo, uvas, kiwi e lichia já são doces então necessitam de menos açúcar.
5 – Diferencial
Uma particularidade herdada do meu pai é acrescentar um “espirro” de cachaça na caipiroska. Adiciono logo antes da mexida final, pois ela dá uma adoçada diferente e traz um gosto particular – e bem brasileiro – ao drink.
6 – O mexedor
Ele pode ser daqueles palitos de madeira parecido com os de picolé ou então um canudo curto. Assim, ao tomar o drink, você está sempre misturando o açúcar com o limão e o gelo, evitando que sem drink fique desiquilibrado, com o açúcar depositado no fundo do copo e uma bebida azeda e aguada.
Depois deste manual, não tem como errar!
Beijos, Ju

CAIPIRINHA DE LIMÃO

INGREDIENTES

1 limão Tahiti fresco
1½ colher (sobremesa) de açúcar
Gelo em cubos
Ferramentas de preparo:
Copo old fashioned (baixo com forma cônica) ou cilindro baixo
Pilão (amassador de madeira ou plástico)
Colher bailarina (cabo longo de cabeça pequena)
Mexedor (de madeira ou canudo curto)

MODO DE PREPARO

1. Em uma tábua, corte o limão ao meio e retire o miolo branco (parte fibrosa) das duas metades, ficando com quatro partes. Jogue tudo no copo e acrescente o açúcar.
2. Com um pilão, pressione a fruta com o açúcar “de cima para baixo, sem torcer o pilão, para não masserar demais”. Você consegue sentir quando o suco fica completamente misturado ao açúcar. Esta é a etapa que faz a diferença na sua caipirinha, pois muitos restaurantes e bares não se preocupam com esta fase de preparo.
3. Acrescente os cubos de gelo (que podem ser quebrados ao meio, caso as pedras sejam muito grandes) até atingir a borda do copo.
4. Despeje a vodka ou a cachaça até cobrir o gelo (com o tempo, você saberá qual é a sua medida de teor alcoólico ideal). Pegue uma colher bailarina e mexa no próprio copo para que tudo se misture bem. Pronto, agora é só acrescentar o canudo curto ou mexedor e beber!
Dica: Não quer colocar açúcar? Ele pode ser substituído por 1½ saquinho de adoçante em pó.
Rendimento: 1 drink
Tempo de preparo: 15 minutos
Dificuldade: Fácil