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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Assando para os outros

No mês passado saiu uma reportagem no Huffington Post Brasil sobre as explicações de psicólogos a respeito dos benefícios pessoais de se assar pães, bolos e biscoitos para outras pessoas, assunto deveras interessante e, de uma certa maneira, identificável em muitas pessoas que entram na área da gastronomia.

Fonte: bakewithzing.com

A reportagem começa falando sobre a relação entre o cozinhar/assar bolos e biscoitos com o fato de, desta maneira, dar-se vazão à criatividade e como ela [criatividade] está relacionada à redução de estresse e aumento da sensação de bem estar, além de se inserir uma carga expressão puramente humana quando se prepara algo para dar à outra pessoa, ainda mais quando um presente em forma de alimento; o quanto esse gesto fica carregado de explicações quando não se consegue expressar sentimentos em palavras.
Julie Ohana, uma das psicólogas entrevistadas, coloca: 

Fonte: cookingpanda.com


"Em muitas sociedades, em muitos países, a comida realmente representa uma expressão de amor. Isso é belo, porque é algo que todos podemos entender. Acho que pode chegar a ser pouco sadio se a comida tomar o lugar da comunicação no sentido tradicional, mas, se ela é oferecida lado a lado com palavras, é uma coisa positiva e maravilhosa."





O ato de assar para os outros também se encaixa na meditação e mindfulness, atividades que trazem não apenas felicidade, mas também a já citada redução de estresse: já que quando se prepara um bolo ou biscoito deve-se prestar atenção plenamente ao que se está fazendo, a pessoa fica presente apenas no que está criando, notando os seus sabores e aromas, concentrando sua atenção no momento presente e, possivelmente, reduzindo o estresse, diz Donna Pincus.
O interessante é que a ideia, de que cozinhar é um ato de terapia, ganha mais espaço, juntamente com a terapia artística, já que ambas são terapias que envolver a ativação comportamental. E Ohana fala:

Fonte: buzzfeed.com


"[...] preparar bolos é uma maneira muito boa de desenvolver aquela consciência equilibrada do momento e do contexto mais amplo."




O que vai de acordo com Pincus, quando coloca que, ao fazer as receitas, ao dispor-se a cozinhar, sua consciência está voltada para o aqui e agora, ao invés de remoer pensamentos, o que conduz à depressão e pensamentos tristes. Ao contrário, está-se fazendo algo produtivo e que, no final, há um resultado realmente concreto não apenas para quem está produzindo, mas também para quem se está produzindo.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Fonte original: 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que fazer: O molho ficou ralo

Sabemos que alguns dos leitores não são cozinheiros profissionais, e gostam mesmo é das dicas e receitas.
Então aqui vai mais uma dica, para todos:

O que fazer quando o molho fica ralo:


Muitas vezes estamos fazendo um molho, e quase no final da receita, percebemos que o gosto está bom, mas ele ficou muito ralo.
A primeira opção é deixar mais um pouco no fogo. A água vai evaporando o molho fica mais grossinho. Isso pode ser ruim se ele já está com o tempero ajustado — como sal e pimenta, por exemplo — porque se reduzir mais corre o risco de ficar muito temperado. Outra desvantagem é que você vai acabar com menos quantidade de molho e, às vezes, isso não é desejado.
Outra opção é usar uma combinação de manteiga e farinha, em partes iguais, (em francês, roux) para engrossar o molho. É fácil: basta misturar com a mão mesmo, como se fosse uma massinha e ir colocando bolinhas pequeninas no molho quente na panela. Depois, espera a farinha cozinhar e o molho ir engrossando.
Estas bolinhas podem empelotar. Por isso, sugiro bater com um fouet (batedor de ovos) à medida que for adicionando as bolinhas e, para garantir, coar o molho pronto numa peneira, sem amassar as bolinhas que ficarem “coadas”, para não ficar com gosto de farinha crua. Ah, a dica serve para quase todos os molhos salgados. Bom apetite!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cozinhar a Comida Ajudou a Desenvolver o Cérebro


Um artigo publicado hoje na revista científica "PNAS" dá apoio à tese de que cozinhar a comida foi determinante para o desenvolvimento do cérebro humano.

Duas pesquisadoras da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel, colunista da Folha, e Karina Fonseca-Azevedo, mostraram que uma dieta baseada em comida crua impôs limitações energéticas aos grandes primatas, criando um "dilema" para o corpo entre o crescimento da massa corporal e o do cérebro. Isso explicaria o fato de que grandes primatas possuem corpos desproporcionalmente grandes em relação aos seus cérebros.

Ela explica que nossas habilidades mais sofisticadas não são o resultado de o "cérebro ser maior do que deveria, dado o tamanho do nosso corpo", e sim do número absoluto de neurônios --86 bilhões no cérebro humano.

Suzana já havia mostrado, em artigo científico publicado no ano passado, que acrescentar neurônios ao cérebro, aumentando o tamanho do órgão, custa ainda mais caro do que se imaginava em termos de energia.

No estudo publicado agora, as pesquisadoras desenvolveram um modelo que relaciona o número de calorias ingeridas numa dieta de comida crua à quantidade de energia necessária para o crescimento da massa corporal e do correspondente número de neurônios.

Elas conseguiram, dessa forma, estipular o número de horas que grandes primatas teriam precisado para desenvolver um corpo avantajado e um número grande de neurônios no cérebro. Mostraram, assim, que teria sido insustentável para gorilas e orangotangos, entre outros, com as horas de alimentação de que dispõem, adquirir calorias em número suficiente para tal tarefa.

As conclusões do artigo fortalecem a tese do primatologista britânico Richard Wrangham, que defende que um dos momentos mais importantes da evolução humana foi a invenção da comida cozida, mais fácil de mastigar, de digerir e de ter suas calorias absorvidas.

"Sugerimos que foi por causa de uma mudança qualitativa na alimentação que a limitação energética da nossa linhagem, que já vinha investindo em mais neurônios e menos corpo, foi contornada", acrescenta Suzana.

"Além de aumentar a capacidade calórica e tornar as limitações metabólicas prévias irrelevantes, cozinhar também teria aumentado nosso tempo disponível para atividades sociais e que demandassem maior poder cognitivo", escrevem as pesquisadoras no artigo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Utensílios Básicos de Cozinha

Esses dias pesquisando material para o blog, me deparei com um outro blog (muito bem conceituado) dando uma pequena lista de utensílios que toda pessoa que TEM uma cozinha em casa DEVE TER!
Vamos essa lista?


Lista Básica de Utensílios de Cozinha
  • Faca para carne
  • Faca para pão
  • Descascador de legumes
  • Peneira
  • Ralador de queijo multiface (com ralo fino, grosso e lâminas)
  • Colheres de pau (em restaurantes está proibido o uso, mas em casa pode)
  • Concha de servir
  • Colheres de servir
  • Espátula de silicone (“pão duro”)
  • Espátula para bolo
  • Escorredor de macarrão 
  • Tábua de cozinha (tenha sempre uma grande e outra pequena)
  • Bacia de cozinha (para demolhar grãos, bacalhau, etc)
  • Tesoura
  • Xícaras e colheres medidoras
  • Jarra medidora 
  • Cortador de pizza
  • Forma de bolo e pudim
  • Assadeira retangular (2 tamanhos é sempre bom)
  • Forma de aro removível (para quiches, cheesecakes, etc.)
  • Amassador de batatas 
  • Espremedor de alho
  • Rolo de macarrão
  • Fouet
  • Concha para sorvete
  • Panela de Pressão
  • Frigideira
  • Bowls de preparo (de 2 ou 3 tamanhos diferentes)
  • Pincel de cozinha (para untar formas ou pincelar gema)
  • Luva para manuseio de pratos quentes
  • Pegador de macarrão 

Essa lista é para pessoas que gostam de cozinhar, seja profissionalmente, ou não. Ela ainda dá a ideia de imprimir e dar para aquela amiga que está fazendo um chá de panela.
E aí, gostaram?? Falta alguma coisa para a cozinha de vocês??